A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece cada vez mais concentrada em Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro, aponta Lula com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43,4%. Juntos, os dois somam 89,2% das preferências declaradas no levantamento.
O cenário também revela um distanciamento significativo dos demais candidatos. Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 4,5%, seguido pelo escritor Augusto Cury, com 2,1%. Ronaldo Caiado registra 1,3% e Romeu Zema, 0,9%. Clariana Barão e Samara Martins têm 0,4% cada. Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi não pontuaram, enquanto outros nomes não tiveram intenção de voto aferida no levantamento.
A diferença de 2,4 pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno precisa ser interpretada considerando a margem de erro de um ponto percentual. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04739/2026.
No segundo turno, a distância entre os dois principais candidatos praticamente desaparece. Lula aparece com 47,7%, contra 47,4% de Flávio Bolsonaro, diferença de apenas 0,3 ponto percentual. O resultado está dentro da margem de erro informada pela pesquisa e caracteriza um cenário de empate técnico. A comparação mostra que a disputa direta entre os dois é consideravelmente mais equilibrada do que os números do primeiro turno podem sugerir.
Os números também apontam para uma eleição fortemente polarizada, com pouco espaço ocupado pelas candidaturas alternativas nesta fotografia do eleitorado. O dado mais relevante não é apenas a vantagem numérica de Lula no primeiro turno, mas a concentração de quase nove em cada dez intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro. Com os dois praticamente empatados no segundo turno, a pesquisa retrata uma corrida presidencial marcada por forte concentração eleitoral e elevada competitividade entre os dois principais polos.
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