As eleições de 4 de outubro de 2026, no estado do Rio de Janeiro, deixaram de fora da Câmara dos Deputados três políticos com trajetórias consolidadas na vida pública. Hugo Leal, Júlio Lopes e Vitor Junior não conseguiram se eleger para o mandato federal, apesar da experiência política e das votações obtidas ao longo de suas carreiras. Os resultados mostram que a presença eleitoral construída em disputas anteriores não garante, por si só, a conquista de uma nova cadeira no Legislativo.
Hugo Leal, que exerceu dois mandatos como deputado estadual e cinco mandatos consecutivos como deputado federal, encerrou a disputa de 2026 com 57.557 votos, número insuficiente para garantir sua reeleição. Em 2006, quando chegou à Câmara pela primeira vez, recebeu 112.789 votos. Em 2010, foram 98.164, enquanto em 2014 alcançou 85.449. Na eleição de 2018, sua votação caiu para pouco mais de 63 mil votos e, em 2022, chegou a 50.067. Embora tenha recuperado parte dos votos em 2026, o parlamentar terminou a disputa sem conquistar um novo mandato. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, obteve 4.099 votos.
Júlio Lopes, também do Rio de Janeiro, terminou a eleição de 2026 na suplência, com 48.998 votos, e não garantiu seu sexto mandato federal. Em 2006, recebeu 93.513 votos, passando para 85.358 em 2010 e 91.523 em 2014. Na eleição de 2018, sua votação caiu para aproximadamente 40 mil votos, quando ficou na primeira suplência e assumiu posteriormente o mandato com a saída do titular Juninho do Pneu para a Secretaria Estadual de Transportes. Em 2022, voltou a conquistar cerca de 50 mil votos. Em Campos dos Goytacazes, recebeu 3.258 votos em 2026, resultado que não foi suficiente para assegurar sua permanência na Câmara.
Vitor Junior, natural de Vila Nova, em Campos dos Goytacazes, construiu sua trajetória política principalmente em Niterói, onde foi vereador e secretário municipal antes de exercer o mandato de deputado estadual. Na disputa de 2026 para deputado federal, recebeu 56.876 votos no estado do Rio de Janeiro, mas não conseguiu conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Em Campos dos Goytacazes, alcançou 7.997 votos. O resultado encerra a disputa federal sem a eleição do parlamentar e evidencia que, mesmo com experiência administrativa e política, a votação individual precisa ser suficiente dentro das regras do sistema proporcional para garantir uma vaga no Congresso Nacional.

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