A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), mais uma fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. Entre os presos estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e Marcus Amim, delegado da Polícia Civil e ex-secretário estadual da corporação. A operação representa mais um desdobramento de uma investigação que envolve suspeitas de irregularidades e possíveis conexões entre agentes públicos e atividades criminosas.
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com informações divulgadas sobre a operação, a nova etapa busca aprofundar as apurações relacionadas a uma estrutura investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e outras possíveis irregularidades.
O caso ganhou repercussão em julho deste ano, quando Márcio Canella foi alvo da sexta fase da operação. Na ocasião, os investigadores apuravam um suposto esquema envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que teria movimentado aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, segundo informações levantadas na investigação.
Naquela etapa, a Polícia Federal também realizou buscas relacionadas a Marcus Amim e a outros investigados. Os agentes apreenderam dinheiro em espécie, armas, aparelhos eletrônicos, veículos de luxo, joias, relógios e documentos que podem contribuir para o aprofundamento das apurações.
A Operação Unha e Carne vem avançando por diferentes frentes, com diligências voltadas à identificação dos envolvidos e ao esclarecimento de possíveis relações entre integrantes das forças de segurança, agentes públicos e pessoas investigadas. A dimensão dos valores identificados colocou o caso entre os episódios de maior repercussão recente envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro no estado.
As novas prisões ampliam a pressão sobre os investigados e devem provocar novos desdobramentos políticos e jurídicos. No entanto, é importante destacar que a existência de uma investigação ou a decretação de uma prisão não representa, por si só, uma condenação. A responsabilidade de cada envolvido deverá ser apurada no decorrer do processo, com garantia do direito de defesa.
O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades à medida que as diligências avançarem.
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