Em manifestação pública direta a partir de Brusque, no estado de Santa Catarina, o empresário Luciano Hang expôs uma realidade incômoda que atinge em cheio a economia nacional e as políticas públicas federais. O Brasil registrou a chegada de apenas 6,8 milhões de turistas estrangeiros em 2024, marca que coloca o território brasileiro na modesta 35ª posição no cenário global. O desempenho fica muito distante dos líderes do setor, evidenciando uma enorme incapacidade histórica de transformar belezas naturais em riqueza efetiva para a população.
A disparidade numérica revela um abismo competitivo quando confrontada com os destinos mais procurados do planeta. A França encabeça a lista internacional com 102 milhões de visitantes anuais, seguida pela Espanha com 96,8 milhões e pelos Estados Unidos com 68,3 milhões de registros. Completam o grupo dos cinco primeiros lugares a China, com 64,9 milhões, e a Turquia, que somou 62 milhões de turistas no mesmo intervalo.
Segundo a avaliação de Luciano Hang, a falta de competitividade brasileira decorre de problemas crônicos que afastam os viajantes de outros continentes. A carência de segurança pública, a precariedade da malha de transportes e os preços elevados inviabilizam uma recepção adequada e prejudicam o comércio, os restaurantes e a hotelaria. O empresário defende que o país precisa construir um ambiente limpo, organizado e estruturado para receber quem vem de fora, gerando novos empregos e dinamizando a renda interna.
O debate transcende a simples divulgação de cartões postais e exige reformas profundas na gestão e no fomento do setor produtivo. Sem investimentos sérios em infraestrutura básica e sem estratégias firmes para combater a violência nos grandes centros urbanos, o turismo brasileiro continuará operando muito abaixo de sua capacidade real, perdendo espaço valioso para destinos internacionais mais preparados e eficientes.
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