A jornalista Juliana Dal Piva e o crítico de cinema Marcelo Janot participaram do último debate da 12ª Bienal do Livro de Campos, na noite desse domingo (8), na Arena Jovem. Mediada por Analice Martins, a mesa “Ainda Estou Aqui: A história do Brasil no cinema” destacou a importância do filme de Walter Salles, que venceu o Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. A atividade foi prestigiada pela presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Fernanda Campos.
Grande nome do jornalismo investigativo, Juliana Dal Piva lançou, no começo deste ano, o livro “Crime sem castigo: Como os militares mataram Rubens Paiva”, apresentando detalhes das mais de quatro décadas de investigações sobre a prisão e morte do ex-deputado federal, ocorrida em 1971, chegando ao ano de 2014, quando cinco militares foram apontados pelo assassinato do político.
“Estamos falando de 434 mortes durante a ditadura militar brasileira, um verdadeiro absurdo. O filme nos mostra a luta de Eunice Paiva (1929-2018), mulher que viu seu marido sendo preso, sem nunca mais voltar para casa. Ela também sofreu com os horrores da prisão, por 12 dias, sendo interrogada”, destacou Juliana Dal Piva.
Marcelo Janot, crítico de cinema do jornal O Globo desde 2006, também analisou o filme de Walter Salles. “Estamos falando de uma obra que revela um drama familiar absurdo, que nos revela como a ditadura destruiu vidas e famílias. A ficção, dentro do contexto do relato contido no livro de Marcelo Rubens Paiva, encontrou o tom certo entre o filme-denúncia com forte subtexto político e o drama íntimo, sem recorrer ao sentimentalismo fácil”, avaliou.
SOBRE O EVENTO — Com o tema “Descobertas e reencontros”, a 12ª Bienal do Livro homenageou o cartunista Ziraldo (1932-2024). A feira – realizada entre 30 de maio e 8 de junho – teve a realização da Prefeitura de Campos, contando com os patrocínios da Ferroport e da Ecourbis – Vital Engenharia, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal.









