Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), programaram atos de encerramento de campanha para este sábado, 24 de outubro, no município do Rio de Janeiro, capital do estado do Rio de Janeiro. A movimentação ocorre às vésperas do segundo turno da eleição presidencial e coloca o terceiro maior colégio eleitoral do país no centro das estratégias das duas candidaturas.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 4.966.844 votos no estado do Rio de Janeiro, o equivalente a 53,01% dos votos válidos. Lula obteve 3.693.021 votos, correspondentes a 39,41%. A diferença de 1.273.823 votos evidencia a vantagem de Flávio no território fluminense, embora o resultado da capital tenha sido mais equilibrado, com uma distância de 137.837 votos entre os dois candidatos.
Lula programou uma caminhada em Copacabana, na Zona Sul do Rio, com a participação de artistas e apoiadores. A concentração foi anunciada para as 9h, na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica, com saída prevista para as 10h. Depois do compromisso na capital fluminense, o presidente seguiria para São Paulo. Flávio Bolsonaro também incluiu o Rio de Janeiro na agenda final, após uma mobilização em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira. As informações divulgadas sobre o local do ato de Flávio no Rio apresentaram divergências entre Copacabana e a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, sem confirmação definitiva sobre a programação final.
A reta final da campanha coloca em evidência dois desafios centrais para os candidatos, mobilizar suas bases eleitorais e ampliar o comparecimento às urnas. Além da disputa por eleitores indecisos, a abstenção registrada no primeiro turno torna a participação eleitoral um fator relevante para o resultado. Os atos públicos podem reforçar a presença política dos candidatos e estimular apoiadores, mas o tamanho das manifestações, isoladamente, não determina o desempenho nas urnas. O resultado nacional dependerá da votação em todo o país, e não apenas da vantagem registrada por Flávio Bolsonaro no estado do Rio de Janeiro.
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