A Câmara dos Deputados terá uma nova configuração a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando começa a 58ª legislatura, em Brasília, no Distrito Federal. Dos 513 deputados federais eleitos nas eleições de 4 de outubro, 183 exercerão o primeiro mandato, o equivalente a 35,67% da composição da Casa. Outros 301 foram reeleitos e 29 ex-deputados voltarão ao Legislativo federal.
O resultado mantém a Câmara com renovação expressiva, mas abaixo dos 39,3% registrados em 2022. Na prática, a próxima legislatura reunirá uma parcela significativa de novos parlamentares ao lado de uma maioria que já possui experiência na Casa. O cenário indica mudança na composição, mas sem uma substituição generalizada dos atuais grupos políticos.
O principal movimento partidário está no crescimento do Partido Liberal, que elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Câmara. A legenda conquistou 24 cadeiras a mais que na eleição anterior e ficará à frente da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que terá 88 deputados. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparece logo depois, com 87 parlamentares.
A força do PL também aparece nas votações individuais. Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, ultrapassou 3,11 milhões de votos e estabeleceu um novo recorde nacional para deputado federal. Lucas Pavanato, do PL de São Paulo, superou 3 milhões de votos. Os números reforçam a presença de lideranças com elevada capacidade de mobilização eleitoral e ampliam o peso político da legenda na próxima composição da Câmara.
Outro marco da eleição foi o crescimento da bancada feminina. Ao todo, 108 mulheres foram eleitas para a Câmara, o maior número registrado na história da instituição. O resultado representa aumento de 17 cadeiras em relação a 2022, quando 91 mulheres foram eleitas. Apesar do avanço, as deputadas continuarão representando pouco mais de um quinto das 513 cadeiras da Casa.
A nova composição também apresenta mudanças na representação racial. Pretos e pardos ocuparão 135 cadeiras, número inferior aos 139 eleitos em 2022, enquanto a bancada indígena passará de cinco para três deputados. Com o PL como maior bancada e partidos de diferentes campos políticos mantendo presença relevante, a Câmara que funcionará em Brasília a partir de 2027 deverá ser marcada pela necessidade de negociações para a formação de maiorias e pela disputa por espaços de influência dentro do Congresso Nacional.
Notícias do site: Campos 360 News









