A eleição de 2026 produziu um novo desenho de forças políticas no Estado do Rio de Janeiro. No Norte Fluminense, o resultado confirmou a força eleitoral de Wladimir Garotinho, eleito deputado federal pelo PL com 81.795 votos, enquanto Bruno Dauaire, do União Brasil, e Carla Machado, do PSD, garantiram a reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O resultado reforça a presença de lideranças da região em diferentes níveis de poder.
Em Campos dos Goytacazes, município que se tornou uma das principais bases eleitorais de Wladimir Garotinho, a votação ajudou a consolidar o retorno do ex-prefeito à Câmara dos Deputados. Com 81.795 votos em todo o Estado, ele reassume protagonismo na política fluminense e passa a representar diretamente Campos dos Goytacazes e o Norte Fluminense em Brasília. Bruno Dauaire, por sua vez, obteve 69.098 votos para deputado estadual, enquanto Carla Machado alcançou 39.207 votos.
Na disputa pelo Senado, o Rio de Janeiro elegeu dois nomes do PL. Carlos Portinho conquistou 4.257.432 votos, correspondentes a 26,78% dos votos válidos, e Carlos Jordy recebeu 3.905.656 votos, ou 24,56%. O resultado garante ao PL duas cadeiras na representação fluminense no Senado e amplia o peso político do partido no cenário estadual e nacional a partir de 2027.
A disputa pelo Governo do Estado, entretanto, permanece aberta. Douglas Ruas, do PL, terminou o primeiro turno na liderança, com 4.263.705 votos, enquanto Eduardo Paes, do PSD, ficou em segundo, com 3.699.008. Os dois avançam para o segundo turno. A situação de Anthony Garotinho, que recebeu 274.023 votos, equivalente a 3,17%, acrescenta uma questão jurídica relevante ao resultado, já que a situação dos seus votos permanece relacionada à decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro de sua candidatura.
A composição do segundo turno estadual cria uma disputa de grande importância para o futuro político do Rio de Janeiro. Douglas Ruas chega à nova etapa como líder da votação, enquanto Eduardo Paes terá a oportunidade de reorganizar sua campanha e buscar os votos dos candidatos eliminados. Entre os fatores que podem influenciar o resultado está justamente o comportamento do eleitorado que apoiou Anthony Garotinho no primeiro turno, embora não seja possível presumir uma transferência automática desses votos para qualquer dos dois candidatos.
Na eleição presidencial, a polarização nacional também se confirmou. Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, disputarão o segundo turno. Com 97,36% das urnas apuradas no momento registrado, Flávio aparecia com 47,42% dos votos válidos, contra 44,70% de Lula. O resultado coloca o eleitorado brasileiro diante de uma nova disputa direta entre os dois principais campos políticos do país e, no Rio de Janeiro, completa um cenário eleitoral marcado pelo avanço do PL e pela permanência de forças tradicionais como PSD, União Brasil e PT.
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